quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O REINO DAS COBRAS CAPITALISTAS

Era uma vez a não muito tempo atrás um reino chamado “Capitalismo”, no trono deste reino se encontrava sentado um rei de nome “Consumo”. O reino tinha como crença a religião denominada “Cifranismo”, na religião cifranista acredita-se que o poder está nos mandamentos dos monetários, seguindo tais mandamentos o individuo poderia passar de um simples mortal para um ser “evoluído” mais conhecido como Burguês. No reino capitalismo só os burgueses eram felizes (ou ao menos pensavam que eram). Os burgueses pensavam ser felizes pelo fato de achar que conseguiam comprar sentimentos como amizade, amor, carinho, companheirismo e até saúde e paz. Pobres almas, mal sabiam que tais sentimentos não eram objetos. A distribuição de renda no quesito falsidade, traição e manipulação em tal reino era farta, os Burgueses achavam que o mundo se resumia puro e simplesmente ao seu reino. Apesar de comandarem político e socialmente o reino capitalismo e na maioria das vezes exercer força sobre as classes menos favorecidas os Burgueses nem muito menos o rei Consumo tinham em suas mentes sentimentos puros e sem segundas intenções, sempre que faziam uma boa ação esperavam algo em troca... Como a História explica, todas as super potencias dominantes que já passaram no planeta, se tornaram extintas por suas próprias mãos. Por suas atitudes arrogantes e vantajosas. O final dessa estória já sabemos, com todos os “ratinhos” já devorados, e as “cobras” tendo a dieta constituídas basicamente de carne, irão uma engolir a outra, chegará o dia em que só sobrará poucos exemplares dessa espécie peçonhenta. E finalmente, o reino acabará. Mas, infelizmente por um tempo, até se destacar mais uma espécie dominante e o ciclo da História se repetir. Seria tão melhor se não existissem fronteiras, pois, sem fronteiras não haveria reinos, sem reinos cobras não estariam no poder e sem poder não haveria hierarquia, sem a tal hierarquia existiria igualdade e com igualdade entre os animais (os homens e as classes) não sei se o sofrimento acabaria, mas com certeza a felicidade existiria por mais tempo. Afinal, não custa nada sonhar, imaginar ainda é de graça!