quinta-feira, 20 de setembro de 2007

AO COMPANHEIRO "CHE"

Che, onde é que tu estás? Estou a galopar sem sela nem arreios, cavalgando no escuro cavalo do tempo, a procura do boi claro alegria, boi solitário que anda pela mata da vida, como não sou tão bom vaqueiro com tu fosses tão bom medico e guerrilheiro, torna-se difícil pra mim, encontrá-lo. Assim como ti, sou aventureiro e assim como você, erro na intenção de acertar. Tu querias o bem e “igualdade” para a humanidade, esse quase sempre também é meu objetivo. Pegaste em armas, passaste fome por dias e noites nas florestas tropicais e caribenhas, foste ferido, torturado e perdeste a vida pelo simples fato de não aceitar o imperialismo capitalista matar de fome nossos irmãos. Doaste e dedicaste toda tua vida em pró de uma causa nobre. Pois bem, companheiro, queria eu, te encontrar para te falar que tudo o que fizeste não foi em vão, não se resume a uma camiseta estampada com teu rosto e/ou tuas frases, teus atos em vida, não são resumidos a um pôster teu, na garagem de uma banda que ensaia Rock, ou na parede de algum quarto de adolescente. És mais que um adesivo no carro, que um chaveiro ou um colar com teu rosto, és muito mais que estampas em roupas de grife, eles nem saber ao certo qual tua importância, e por fim, és mais que um broche num boné ou em uma boina. Irmão, argentino de nascimento e latino de convicção, se mais coragem e indignação com o sofrimento do próximo eu tivesse, seria igual a você. Tu camarada, abdicasse tua família, teus amigos e teu conforto por amor aos irmãos oprimidos. Fulgencio Batista assim como tantos outros lideres reacionários, conheceram tua ira, sentiram na pele tua Revolução. Lamento que não deu tempo o tempo pintar teu cabelo de branco, porém, quando começasse tua jornada, já sabias que esse tempo não viria. Nem mesmo assim, fraquejaste ou pensasse em desistir do teu objetivo. Reforma agrária, mutirões em pró do país e de toda população e também a tão sonhada igualdade social, estas eram as cores da tua bandeira. Tuas ferramentas: um estetoscópio, canetas, livros, um fuzil e uma pistola, em tua cabeça, além da boina, existiam inúmeras idéias e planos para melhoria não só de Cuba, nem do continente latino-americano, como também do continente africano e de todo país que estivesse sendo economicamente prejudicado pelo neo-liberalismo industrial. Teu uniforme era um camuflado de justiça, solidariedade, astúcia e força de vontade. Havia em tua face um misto de serenidade e compaixão. Em 39 anos (1928-1967) Ernesto Guevara, fosse sem duvida alguma, um dos grandes nomes do século XX, Guevara, você colocou em pratica a teoria de que: um sonho por mais distante que esteja de nós, é possível com um nível de sacrifício, ser realizado e se tornar assim, uma realidade.