terça-feira, 9 de setembro de 2008

A construção da "modernidade" chilena.

O Chile, pelo fato de está localizado geograficamente meio que isolado do resto da América do sul, ficou fisicamente longe de invasões territoriais, consequentemente “sobrou” mais tempo para que o país organiza-se estrutura e politicamente, pois não havendo a preocupação de invasores se torna prioridade à preocupação no bem estar da população desse comprido país. O Chile surge como modelo ideal de modernidade para os demais paises, pois ao contrário de outros paises, institui um estado forte que garantia de certa forma um bem estar social perante todas as camadas da sociedade local. Enquanto na maioria dos países americanos as mudanças estruturais da sociedade começaram de baixo, dos grupos economicamente desfavorecidos. No Chile acontece o oposto, as reformas partem do próprio estado, ou seja, de cima pra baixo, invertendo assim a ordem. Vale ressaltar que no Chile ocorreu uma mudança considerável no que tange as questões econômico-sociais. Não devemos deixar de citar o fato das pessoas passarem a usufruir cada vez mais condições melhor de sobrevivência; estradas melhores, saúde melhor, educação de boa qualidade... Com isso o Chile se estrutura e dá um passo a frente no que diz respeito à comparação aos outros paises do continente. Até então, a população do Chile não tinha do que reclamar, pois o país estava indo de vento em poupa na questão estrutural interna, porém, como diz o dito popular “nem tudo na vida são flores”, o país começa a se desestruturar politicamente e no ano de 1891, adota um novo padrão de sistema político, para ser mais especifico, há mudança no parlamentarismo republicano, onde nesse momento, já acontecia uma guerra civil que exige uma reorganização da reforma política de dominação oligárquica. O estado com seu poder forte é o mediador entre alguns grupos político-sociais e o mercado internacional, mas, por trás disso também existia a questão de exportação, pois com a guerra civil o Chile quebra os acordos com paises compradores de seu Salitre e Cobre, acarretando assim em uma valorização dos minerais, aumentando seu preço de exportação. Ou seja, quem pretendia adquirir Salitre ou Cobre chileno agora tinha que pagar mais caro. A história se encarrega de dá “um pulo” e fazer um recorte temporal até 1925, onde uma nova forma de governo é criada, chamado de presidencialismo, conservando a nova configuração política da anterior vista. Apesar de instabilidades e uma breve implantação de uma ditadura militar, o sistema político se estabiliza em 1932, criando assim um forte sistema partidário. Com o fortalecimento dos partidos políticos, os mesmos passaram a exercer no cenário político chileno o radicalismo, mas precisamente na década de 1940, o reformismo exaltado da democracia cristã e a unidade popular. Cria assim um clima de uma maior participação política de todas as bases da população, tornando assim novamente (com o nacionalismo) um clima favorável para o “povão” pensar e exercer a sua cidadania. O governo chileno também cria uma política de industrialização e protecionismo de seus produtos, (foi citado como exemplo anteriormente os minerais chilenos). Podemos observar que neste mesmo período da história chilena também acontece cresce um considerável crescimento urbanização. Ser um país moderno e justo para o Chile era promover o bem estar da sua população, conseqüentemente há uma crescente alfabetização da população, diminuição da mortalidade infantil e uma maior participação da sociedade nos assuntos políticos do país, é simples: povo educado e consciente = a maior participação e poder de resolução de problemas em seu país. Um exemplo de governante que deu espaço para a população foi o presidente Alessandri, mas, a contra ponto, seus opositores não o viam com bons olhos, não aceitavam de modo algum tais mudanças que Alessandri estava a fazer. Alessandri nesse mesmo período enfrentar uma notável crise financeira, também há um embace entre o executivo e o legislativo, um acusa o outro de corrupção e vice e versa. Os militares pressionam o governo a fazer medidas que garantissem as mudanças na legislação trabalhistas dentre outras reivindicações. Posteriormente aparece a figura de Carlos Ibranêz, vindo do movimento militarista, continua as reformas na educação e saúde. Ganhado simpatia popular ao ponto de se manter no poder por vários anos, criando uma ditadura forte e quase imbatível, pois como já se foi dito, lbranêz tinha a seu favor, o apoio popular, que por sinal é fator principal para ele ter se mantido no poder. A população e os partidos da frente popular pensavam que os militares entregariam o poder depois de um tempo, não aconteceu tal fato, foi aí então que os partidos se mobilizaram e passaram a lutar pela saída do ditador. Sendo assim, em linhas gerais podemos afirmar pelo o que foi visto, que o Chile foi considerado moderno e serviu de modelo para os outros paises. Pois, numa época em que a maioria dos paises sul-americanos não se preocupavam em ajudar de alguma forma sua população, o Chile caminhou no caminho inverso, fez o contrário, uma política de auxilio desde os mais pobres aos financeiramente bem resolvidos, e deu certo, ao menos por algum período de tempo o país quase acabou com a pobreza, o analfabetismo, se contar que tornou seu mercado forte e buscou o exercício de cidadania em cada individuo chileno. De 1973 a 1990 assume com um golpe de estado assassinando não só o então presidente e ex-aliado Allende como também milhares de oponentes o militar Augusto Pinochet, mas isso é outra história...