sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Poema para a seca (ou a saga: morte e vida Severina)


Minha gente camicase que se mata de trabalhar.
Cangaceiros capazes de pedir: por favor, desculpa e licença,
Gente boa e de vivencia que não deixa de sorrir,
No chão mais pedra que terra,
Interior sertão, capaz de submergir do fundo do cascalho duro.


Dureza, grandeza e beleza de um povo guerreiro e sofredor,
Convivendo a todo tempo com a dor,
E dela tirando a melhor lição de vida.


O desgosto no rosto se torna invisível,
Pois a esperança é maior,
Esperando por dias melhores que nunca virão,
Antonio tinha razão: o sertão vai virar mar e o mar sertão!